Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

MEU AMIGO CAMANÉ

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Camané grava inéditos de Alain Oulman e Luís de Macedo

Ainda sem título, o álbum, que sairá em meados de Abril pela EMI Music Portugal, incluirá também dois poemas de Fernando Pessoa, que Camané cantará na melodia dos fados Menor e Jovita.

«Quando eu pensava que já não havia nada mais de Pessoa que pudesse ser cantado, descobri este dois poemas que interpreto em fados tradicionais», assinalou.

«Um deles diz 'deixei para trás os erros que fiz', e isso é como um lançar a capa que nos esconde à rua e não podemos recuperar, já não temos volta», adiantou o fadista.

As duas composições inéditas de Oulman, compositor de Amália Rodrigues, são para dois poemas de Pedro Homem de Mello, um deles intitulado «Sei de um rio».

«As composições foram cedidas pelos filhos Alain», explicou o fadista.

Também contactos com descendentes de Luís de Macedo, um dos poetas do álbum «Busto» de Amália, levam o intérprete a cantar quatro poemas seus inéditos, além de «Asas fechadas», uma criação da fadista falecida em 1999.

«É a primeira vez que gravo num álbum um fado de Amália de quem gosto mesmo muito e por quem tenho um respeito enorme. Arrisquei interpretar 'Asas fechadas' e faço-o à minha maneira, com arranjos só no contrabaixo», disse.

Outro poeta ligado à fadista e de quem Camané gravará poemas é David Mourão-Ferreira.

«Eu tinha vontade de cantar Mourão- Ferreira - contou - e o filho ajudou- me a encontrar aqueles exactos poemas».

Há seis anos sem gravar um álbum de inéditos, apesar «de nunca ter parado, e ter saído um CD e um DVD gravados ao vivo, para além da experiência gratificante que foi os 'Humanos'», Camané regressa com um CD que «terá 17 temas».

Traz consigo a equipa de sempre: José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Carlos Bica no contrabaixo, tendo na produção José Mário Branco, que o acompanha desde o álbum «Na linha da vida» (1998).

Entre os autores vivos que constam do novo álbum estão Sérgio Godinho, Jacinto Lucas Pires, o próprio José Mário Branco e Manuela de Freitas, que assina «Ciúmes da saudade».

À Lusa, o fadista afirmou ainda: «Procuro fazer aquilo que é o meu trabalho, sem outras distracções, nem me preocupar com os críticos, fazê- lo da forma mais honesta possível».

O trabalho está em fase de estúdio, «onde - observa Camané - tudo começa e de onde tudo parte. Há ainda coisas a apurar».

«Esta fase de estúdio, de que gosto imenso, é o princípio de tudo, é quando nos colocamos na pele de cada um dos fados que cantamos, quando os interiorizamos», acrescentou.

publicado por luciobamond às 13:56
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